7 dicas para gerar parceria entre irmãos

7 dicas para gerar parceria entre irmãos

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Família inteligente, irmão unidos “Sabemos que, às vezes, acontece uma rivalidade entre os irmãos. Mas cabe aos pais proporcionarem suportes fís...

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Família inteligente, irmão unidos

“Sabemos que, às vezes, acontece uma rivalidade entre os irmãos. Mas cabe aos pais proporcionarem suportes físico e emocional adequado às crianças. Para isso devem ensinarque um precisa cuidar do outro, aceitando e respeitando as diferenças do irmão. Todo grupo familiar constitui-se de pessoas com personalidades diversas e administrar o relacionamento entre os filhos não é uma tarefa fácil”, explica Cristiane Saes Pedro, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do Colégio Madre Cabrini.

Para Elizabete Duarte, coordenadora pedagógica do colégio Nossa Senhora do Morumbi, as crianças acabam usando como parâmetro de relacionamento todos os adultos que convivem com elas, seja em casa ou fora dela.

Justamente por isso, pais e mães devem estimular ainda mais o companheirismo e a cooperação quando houver muita diferença de idade entre os irmãos. Até porque, avalia Cristiane Saes Pedro, é muito comum, nesse caso, ter competição entre a garotada. “Cabe mais uma vez aos pais o fortalecimento do vínculo afetivo propondo atividades conjuntas e incentivando a parceria”, esclarece a pedagoga.

Comparações entre irmãos estimula a competitividade

“Muitas vezes, sem percebermos, alimentamos a rivalidade quando esperamos uma atitude do pequeno que seja igual a de outra criança. Assim, desconsideramos as particularidades e diferenças de cada irmão e, consequentemente, estimulamos sem querer a rivalidade e desrespeito”, analisa Elizabete Duarte.Nesse mesmo raciocínio segue a terapeuta familiar Roberta Palermo. “Atitude errada é quando os pais ou mães fazem comparações como: “Olha lá o seu irmão, já fez a lição e você nem começou” ou ainda “Por que você nunca arruma o quarto tão bem como o seu irmão?”, explica Roberta.

Comparação pode gerar baixa autoestima em um dos irmãos

Alguns pais e mães usam e abusam da comparação para controlar o comportamento ou desempenho dos filhos. E aí reforçam frases do tipo: “Seu irmão é muito mais organizado do que você”; “Sua irmã é mais inteligente”; ou “Olha, ele já acabou e você está aí ainda”. Expressões dessa natureza aumentam o ciúme e a rivalidade, que não devem existir numa relação fraternal. Até porque podem incitar agressões, além de minar a autoestima das crianças”, reforça a psicóloga clínica Triana Portal.

Vai ter um bebê? Não mude a rotina do filho mais velho!!!

A criança tem medo do desconhecido. Afinal, o que é essa barriga e esse bebê que causa tanta agitação na família? E quando nasce o novo irmão, o mais velho costuma se acalmar porque entende melhor o que está acontecendo. Então, o ideal é que pais e mães mudem o mínimo possível a rotina da criança. Além disso, nunca coloque a culpa no bebê por algo que deixará a criança prejudicada como “Não poderemos ir ao zôo porque seu irmãozinho ainda é muito pequeno” ou “Hoje não vamos sair porque seu irmãozinho está doente”. A criança se questiona: que alegria traz esse novo irmão que atrapalha a minha vida desse jeito?”, analisa a terapeuta familiar, Roberta Palermo.Por isso, a pedagoga Elizabete Duarte explica que uma boa dica é trazer o mais velho, na medida do possível e respeitando a idade dele, para ajudar nos cuidado do bebê. “Permita, por exemplo, que a criança pegue uma fralda, segure a manta do irmão, escolha uma roupa. Além disso, procure destacar para o filho mais velho o quanto é bom crescer, ou seja, valide o que ele já consegue fazer como ir à escola, andar de bicicleta, comer sozinho etc. E reforce o quanto ele ensinará ao irmão menor. Isso traz para a criança mais velha uma autoestima e o incentiva a estar com o irmãozinho”, explica a pedagoga Elizabete Duarte.

Como aproximar irmãos do sexo diferente?

“Existem diversas atividades que meninos e meninas gostam, como andar de bicicleta, nadar, passear com o cachorro, assistir a um filme, jogar um jogo de tabuleiro ou tênis. Se as idades são próximas há muita coisa para se fazer juntos, basta um se dar bem com o outro”, opina Triana Portal.A terapeuta familiar Roberta Palermo afirma que se os pais trabalharem de maneira natural as diferenças entre os sexos, os irmãos terão interesses em comum. “Basta criar oportunidades para brincarem juntos sem pensar no sexo de cada um. Do futebol à casinha de bonecas, todos terão oportunidades de muita interação”, assegura a especialista.

E quando são mais de três irmãos?

Para a coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Madre Cabrini, Cristiane Saes Pedro, no caso de pais que têm mais de três filhos é importante que eles fiquem atentos às peculiaridades de cada um, permitindo que, no convívio diário, as crianças aprendam a se respeitar.Neste caso, destaca a terapeuta familiar Roberta Palermo, é importante observar qual a dinâmica das brincadeiras estabelecidas entre os filhos. “Elas não precisam brincar o tempo todo juntos. Se o pai notar a dificuldade de interação de um dos irmãos, por exemplo, ele pode interferir para que o pequeno seja incluído na brincadeira. Mas isso tem de ser de uma maneira lúdica e discreta, como dizendo: Você viu que os seus irmãos foram à piscina? Você quer estrear sua boia nova também?”, exemplifica.”Um bom caminho é mostrar às crianças quantas coisas juntas elas podem fazer, independentemente de ser menino ou menina”, propõe Elizabete.

Irmãos com personalidades diferentes

Os pais e mães devem deixar a relação ser a mais natural possível. Muitos consideram que aquele com perfil mais “quietinho” precise de mais ajuda para interagir e, muitas vezes, não respeitam a natureza e o tempo da criança. O ideal é rque os pequenos se virem, se encaixem e se descubram sem muitas interferências”, recomenda a psicóloga clínica Triana Portal.

Atividades e passeios para estimular a parceria 

Uma maneira de incentivar ainda mais a parceria entre os irmãos, indica Roberta Palermo, é promover encontros familiares. “O horário da refeição, por exemplo, é um momento em que todos estão reunidos. Programe pelo menos uma refeição do dia para que a família se reúna para falar sobre como foi o dia. Aqui é importante que cada um respeite o momento do outro. O respeito entre or irmãos vem do modelo dos pais, que devem mediar a conversa para, depois, os irmãos se entenderem na hora da brincadeira. Assim, os pais não precisarão interferir tanto”, afirma.”Jogos em parceria, como passeios de bicicletas, piqueniques, entre outras atividades, podem uni-los cada vez mais. É preciso apresentar a eles o quanto é significativo ter um irmão como companheiro para a vida toda”, reforça Cristiane.Além disso, completa Triana Portal, é importante estimular atividades que os pequenos possam interagir sem competitividade e que obtenham igual atenção dos pais. “Evitem passeios que privilegiem apenas um dos irmãos, seja o mais velho ou o mais novo. O ideal é equilibrar as necessidades e mimos”, completa Triana Portal.

O impacto no comportamento e na saúde

Famílias sem harmonia e com ausência de diálogo, por exemplo, explica a psicóloga clínica Triana Portal, criam filhos rebeldes e briguentos, acirram a rivalidade e ciúmes que, naturalmente, já existe na relação entre irmãos. “Alguns pais, inconsciente ou inocentemente, ainda deixam transparecer um cuidado e atenção especial por um filho. E isso acontece porque eles acham que a criança em questão precise mais (o caçula, o doente, o mais fraco) ou porque se sobressai (mais inteligente, extrovertido, bonito). Logicamente esse tipo de comportamento vai ter um peso grande na qualidade da relação desses irmãos”, pontua.

O problema é que algumas atitudes dos pais na frente das crianças acabam estimulando a rivalidade e não o companheirismo. Vale ressaltar, portanto, que entre os especialistas entrevistados para essa matéria do Tempo de Mulher, todos eles afirmaram que fazer muita comparação entre os pequenos é algo nocivo para a relação e harmonia familiar.

Equipe Comportamento e Saúde

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