Amamentação é garantia de saúde ao bebê

Amamentação é garantia de saúde ao bebê

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Mãe e filho são beneficiados com o aleitamento, que deve ser incentivado logo na primeira hora de vida.

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Amamentação é saúde

Não há melhor alimento para o bebê do que o leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que toda criança seja alimentada exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida, isto é, sem água, chá, sucos, sopas ou papinhas. Depois disso, outros alimentos devem ser incluídos, mas a recomendação é que a amamentação seja mantida até os dois anos de idade.

O leite materno contém todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do bebê e fortalece o sistema imunológico. Crianças amamentadas têm menor chance de desenvolver diabetes, otites, diarreias, infecções respiratórias e gastrointestinais, obesidade, doença coronariana e hipertensão. Além disso, a digestão do leite produzido pela mãe é fácil, o movimento de sucção no seio promove estimulação oral e ajuda a desenvolver os músculos da face e os dentes.

A amamentação também traz benefícios à mulher: promove a contração do útero, contribuindo para evitar sangramento e anemia no pós-parto; gasta calorias, colaborando para que a mãe volte ao peso normal; e, principalmente, cria um vínculo especial entre mãe e filho. Estudos também mostram menor incidência de câncer de mama e de ovário e de osteoporose em mulheres que amamentam.

O ideal é que o aleitamento aconteça na primeira hora após o nascimento, já que durante 72 horas depois do parto a mulher produz o chamado colostro, leite extremamente rico em vitaminas, sais minerais, proteínas e carboidratos, considerado por especialistas como a primeira vacina do bebê.

O impacto no comportamento e na saúde

Amamentar logo no início, no entanto, não é tão instintivo quanto parece. A mãe pode ter dificuldade, ainda mais quando se trata do primeiro filho. Algumas atitudes como não estipular horário fixo para mamadas, já que a sucção estimula a produção do leite, e não determinar o tempo da mamada, respeitando o ritmo próprio da criança, são medidas que auxiliam o aleitamento. Outra dica é tentar esvaziar um seio e só depois passar para o outro, de forma que a criança receba o leite do final da mama, mais rico em gorduras, o que também promove a produção de leite.

É importante salientar também que não há leite fraco e que são raras as mulheres com problemas para amamentar. Se estiver encontrando dificuldade, a mãe deve procurar ajuda especializada, como os grupos de incentivo ou a enfermagem do hospital.

Durante a mamada é altamente recomendável evitar o uso de celulares, conversas paralelas ou televisão ligada. É importante que esse seja um momento único de aconchego, em que mãe e filho possam se olhar, se conhecer e reconhecer, e construir os laços de companheirismo.

Equipe Comportamento e Saúde (Einstein, Miguel Cendoroglo)

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