Coaching de Pais: Namoro infantil

Coaching de Pais: Namoro infantil

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Namoro infantil? Ora, criança não namora! De repente seu filho chega em casa falando em namoro, dizendo que dois coleguinhas estão namorando. A cena é...

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Namoro infantil? Ora, criança não namora!

De repente seu filho chega em casa falando em namoro, dizendo que dois coleguinhas estão namorando.

A cena é corriqueira. Cedo ou tarde, os filhos voltam da escola anunciando um namorico com um coleguinha, menino ou menina. A reação dos pais oscila entre o susto e a surpresa. Nunca passa em branco. E nem pode.

Respeito à infância

É preciso respeitar cada fase da vida. Uma criança não sabe o que é um namoro, ela não tem esse discernimento. É natural que meninos e meninas sintam algum tipo de repulsa em relação aos beijos entre adultos – sinal de que ainda não têm maturidade para compreender todas as nuances de um relacionamento com outras pessoas.

Do ponto de visto psicológico e biológico, precisam amadurecer. “Um abraço no amiguinho, um beijo no rosto e demonstrações de afeto que ele recebe dos adultos em casa são seu instrumental afetivo. Beijar os pais na boca, por exemplo, especialmente entre os 4 e 7 anos, não é algo totalmente adequado“, explica a Dra. Vera Zimmermann, psicóloga.

O papel da escola

Professores e escolas também precisam estar atentos. A conversa precisa de uma correção de rota, caso o papo de namoro surja muito cedo. Criança tem de brincar. A brincadeira infantil é um exercício de comportamento; ao pular o aprendizado, a criança apenas reproduz comportamentos, sem compreendê-los. A hora de namorar vai chegar. “Os adultos é que precisam ser reeducados a entender o universo infantil. A criança não discrimina sentimentos de aproximação e amizade. Antecipar essas sensações só causam angústia à criança. É preciso reconduzi-la ao mundo infantil”, afirma Dra. Vera Zimmermann.

Afinal, quando é hora?

Vera acredita que, dos 9 aos 12 anos, com o início da adolescência, a curiosidade deve aumentar. Os pais precisam direcionar a energia das crianças para o conhecimento, para os esportes, os estudos, e aguardar a maturidade completa para a entrada na puberdade. Não é preciso estimulá-la nessa direção. Dar tempo ao tempo é a melhor resposta.

Equipe Comportamento e Saúde (RevistaCrescer)

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