Como falar sobre homossexualidade com os filhos

Como falar sobre homossexualidade com os filhos

my-portfolio

Homossexualidade é uma realidade A homossexualidade é um tema cada vez mais presente no nosso cotidiano, tanto que as novelas exibem beijos entre casa...

A felicidade permeia desde a frustração até a resiliência
“Obsessão” por dinossauros aumenta a inteligência infantil
Meu filho não me respeita e agora?

Homossexualidade é uma realidade

A homossexualidade é um tema cada vez mais presente no nosso cotidiano, tanto que as novelas exibem beijos entre casais homossexuais. Mas, diversas crianças deviam estar assistindo televisão naquele momento, aí surge um drama para os pais: como falar sobre homossexualidade com os filhos? Existe uma idade certa para essa conversa? O assunto deve ser abordado ou somente se alguma pergunta for feita?

Para ajudar a responder a esses questionamentos, conversamos com alguns especialistas, dentre eles, a psicóloga clínica Dra. Maria Aparecida das Neves, que afirmou que os pais só devem falar sobre homossexualidade se a criança tocar nesse assunto. Veja:

  • “Não tem uma hora certa de falar e nem tem a época certa para se falar, tem que dar conta da curiosidade, veio uma pergunta a gente responde”, orienta;
  • Porém, ela alerta que é preciso levar em consideração a idade do seu filho. “Você vai respeitar a idade da criança e vai procurar falar dentro da linguagem que essa criança entenda”, diz;
  • O mais importante é não mentir para a criança, pois ela pode descobrir a verdade na internet ou conversando com algum amiguinho. “A gente tem que ser super honesto, a gente não pode inventar historinha para falar para a criança, porque hoje as crianças têm acesso à internet e se ela pergunta, muitas vezes ela já recebeu essa informação de algum lugar ou de algum coleguinha”, explica.

Sem preconceitos

Conversar com os filhos sobre o amor homossexual sem demonstrar preconceito deve ser uma preocupação dos pais. Se o assunto for tratado de uma forma preconceituosa a criança pode se espelhar nesse preconceito e até mesmo fazer piadas sobre isso. “Quanto mais informada estiver essa criança, menor os riscos que ela vai correr de criar uma situação de preconceito, de fazer piadinha, de fazer brincadeirinhas, depende muito de como a família aborda isso”, comenta Maria Aparecida.

Casal homossexual

Um casal de homens ou de mulheres que resolve adotar uma criança também pode não saber ao certo quando deve comentar sobre a situação com o filho. De acordo com a psicóloga essa conversa deve ser a mais natural possível. “Nós somos as pessoas que te adotaram, somos seus pais, nós vivemos juntos, nós temos carinho um pelo outro, nós nos queremos bem, nós nos amamos”, exemplifica.

Maria Aparecida também destacou que é cada vez mais comum ouvir o assunto ser tratado com naturalidade em seu consultório. “Cada vez mais eu ouço: Eu tenho meu amiguinho, ele tem dois pais, mas eles são legais. É esse tipo de discurso que eu escuto hoje”.

Filhos de casais homossexuais

Filhos de casais homossexuais também correm perigo de sofrer preconceito na escola. Se a criança relatar essa situação a escola deve ser avisada imediatamente, orienta Maria Aparecida. “Esses pais devem levar isso ao conhecimento da coordenação da escola onde eles vão precisar fazer um trabalho de mostrar que todos nós devemos respeitar as diferenças”, recomenda a psicóloga.

Os pais devem sempre ser sinceros com os filhos e estabelecer uma relação de confiança com eles. Acima de tudo a homossexualidade deve ser tratada sem preconceitos, pois as crianças devem crescer sabendo respeitar as diferenças.

Impacto no comportamento e na saúde

“Atualmente, a homossexualidade é uma realidade social aceita mundialmente. Isso significa uma alteração nos conceitos sociais, uma flexibilidade que permite a convivência pacífica entre tantas diferenças. É o que chamamos de inclusão, que é um processo de conscientização que visa eliminar os preconceitos, a rejeição e o ódio contras as diferenças. Uma criança que cresce em meio à uma cultura de não-preconceito aprenderá a ser mais humana” o Dr. Sandro Tubini (psicólogo e psicoterapeuta da Clínica de Comportamento e Saúde).

Equipe Comportamento e Saúde

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: 0