Não faça das refeições uma guerra

Não faça das refeições uma guerra

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Durante as refeições a criança aprende muito sobre nós, por isso fique atenta para não ela não desafiar sua autoridade, alerta a Dra. Daniele N. Tubini, psicóloga.

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As refeições, antigamente, eram feitas com tranquilidade e toda a família ficava reunida na mesa e comiam juntos. Atualmente, a criança faz suas refeições na escolinha e os pais no restaurante perto do trabalho. Mas aqueles que tem o privilégio de almoçar em casa com a família, ainda contam com a dificuldade de fazer a criança se alimentar. Mesmo que seja no jantar, por isso veja as dicas de como não deixar a hora da refeição virar uma guerra entre você e seu pequeno.

Dicas de mãe

A Dra. Daniele N. Tubini possui uma boa bagagem com relação a estes temas, pois ela é mãe, psicóloga e psicoterapeuta da Clínica de Comportamento e Saúde. Ela estabelece algumas atitudes para que os pais consigam enfrentar este comportamento opositor das crianças na hora das refeições:

  • As refeições devem ser feitas no mesmo horário todos os dias. A criança precisa e gosta de rotina, isso gera segurança e conforto para eles. A refeição deve ser feita na mesa, nada de sofá, tv ou computador ligado. A atenção deve ser voltada para a comida e a relação familiar;
  • Se a criança se recusar a comer, estabeleça um prazo para que ela coma. Quinze minutos está bom. Se a criança continuar se recusando a comer, avise-a de que não vai comer nada até a próxima refeição (e fique firme nesta decisão, nada de bolachas ou iogurte). Parece judiação, mas é a forma da criança entender e sentir que existem horários e ela tem que cumpri-los, senão ficará com fome. A lei da sobrevivência falará mais alto;
  • Não dê muitas escolhas de alimento para a criança, ela deve comer o que os pais comem e o que está na mesa. Se a criança puder escolher, claro que escolherá alimentos doces ou só aqueles que ela gosta, pois quem tem a responsabilidade de balancear a alimentação são os pais;
  • Antes de ceder à opinião do seu filho de que não gosta de determinado alimento, ofereça pelo menos por 20 dias. A criança tem o paladar parecido com os pais, se os pais não comem frutas, os filhos também não comerão. Oferecer não significa forçar, se a criança precisa comer brócolis, faça um prato com aparência divertida e ofereça o brócolis como uma árvore, por exemplo.

Com paciência e amor, suas refeições serão o período mais agradável do dia e um contato prazeroso com seu filho, gerando um vínculo e uma cumplicidade essencial para o desenvolvimento da relação pais-filhos.

Equipe Comportamento e Saúde

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