Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico

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"A longo prazo, 60% dos pacientes com pânico apresentam depressão e 12% tentam suicídio", alerta Márcio Bernik, psiquiatra.

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O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico é definida pelos especialistas como um distúrbio psicossomático cujo principal sintoma é um medo irracional.

Esta enfermidade incapacitante se caracteriza pela ocorrência de crises agudas inesperadas de medo e desespero, sem causa aparente, e cujos principais sintomas são uma combinação de reações físicas e psicológicas.

É um Transtorno de Ansiedade que atinge de 2 a 4% da população e já é considerado um sério problema de saúde ocupando o 2o lugar de todas as queixas psicológicas (perdendo apenas para a Depressão).

Como é um Ataque de Pânico?

Subitamente surgem sensações de terror e medo, acompanhadas de desconforto físico intenso seguidos de um sentimento de perigo e desejo de fugir.

Seus principais sintomas são:

Sintomas físicos

  • Dor no peito ou desconforto torácico;
  • Palpitações ou taquicardia;
  • Falta de ar;
  • Sudorese abundante;
  • Tremores ou abalos;
  • Náusea ou distúrbios intestinais;
  • Calafrios ou ondas de calor;
  • Sensação de formigamento de mãos e pés;
  • Sensação de tontura, vertigem ou desmaio;

Sintomas psicológicos

  • Medo de morrer;
  • Medo de perder o controle ou enlouquecer;
  • Sensação de irrealidade ou despersonalização.

CAUSAS DO PÂNICO

Fatores Psicológicos.

  1. Perturbações e Traumas ocorridos durante o Desenvolvimento e a Formação da Personalidade caracterizam um quadro propício para o surgimento da enfermidade.
  1. Exposição a circunstâncias traumáticas que são persistentemente revividas em recordações, sonhos ou até fazem parte do cotidiano do indivíduo.

Fator Genético. Predisposição de desenvolvimento da doença em pessoas que possuem pai ou mãe com o distúrbio (hereditariedade).

Fator Sócio-cultural. O meio a que o indivíduo é submetido (violência, economia instável e as características atuais do trabalho) é decisivo para o desenvolvimento da Ansiedade.

Quem tem mais chance de ter Síndrome do Pânico?

  • Pessoas ansiosas e preocupadas;
  • Pessoas controladoras e dependentes;
  • Pessoas que abrem mão do descanso e lazer;
  • Pessoas que passaram por uma grande mudança na vida;
  • Pacientes em processo de regime;
  • Pacientes de doenças cardíacas;
  • Droga-dependentes em êcstasy, cocaína e maconha;
  • Droga-dependentes em crise de abstinência.

Importante1: O transtorno é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.

E quem não trata a Síndrome do Pânico?

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A demora para o tratamento leva a muitos prejuízos individuais (orgânicos e psicológicos) e as doenças psicossomáticas surgem como a principal conseqüência dos desajustes dos processos psicológicos do indivíduo.

A curto prazo, após a primeira crise de pânico o individuo vive um estado de tensão constante e insegurança, um “circulo vicioso” no qual o medo de ter a crise precipita a própria crise.

A longo prazo, As crises de pânico não tratadas podem evoluir para uma série de fobias, limitando a liberdade do indivíduo, podendo enclausurá-lo em casa por longos períodos (às vezes anos). E em 60% dos pacientes com a síndrome apresentam depressão e 12% tentam suicídio. Você sabia?

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da Síndrome do Pânico?

Como não existe um exame laboratorial específico para o diagnóstico da Síndrome do Pânico, é fundamental a avaliação de um especialista em Saúde Mental (profissional psicólogo e/ou psiquiatra).

O mais indicado nestes casos em que a fragilidade psíquica do indivíduo fica evidente é o tratamento psicológico, a conhecida PSICOTERAPIA (que pode ser combinada com medicamentos em alguns casos).

Mas para que não haja evolução deste quadro é fundamental o apoio da família e amigos, pois o preconceito pode ser uma barreira ao tratamento.

Portanto no caso do aparecimento de alguns  dos sintomas descritos, não hesite em procurar um especialista em Saúde Mental (profissional psicólogo e/ou psiquiatra), juntos eles indicarão o melhor tratamento para o alívio desta enfermidade.

Importante: Remédios são importantes aliados, mas o tratamento psicológico é imprescindível.

Equipe Comportamento e Saúde

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